Aceleramos o novo Mini Countryman; SUV inglês cresce para flertar com jovens ricos que exigem espaço e estilo

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Novo Countryman mantém estilo retrô e ganha tecnologias modernas, como os faróis de LEDs
Divulgação/Mini

Poucos meses após estrear no Salão de Los Angeles (EUA), a segunda geração do Mini Cooper Countryman já está no Brasil. Agora importado, o crossover de luxo — que chegou a ser montado na fábrica da BMW em Araquari — desembarca em três diferentes versões e com muitas novidades. O SUV foi inteiro modernizado, ganhou plataforma mais leve e rígida, e está razoavelmente maior que na geração anterior. Símbolo deste crescimento é o porta-malas, que saltou de 350 litros para 450 litros.

Outro destaque é a maior sofisticação a bordo, que tenta justificar os preços. Se em 2011 a Mini pedia R$ 145 mil pela versão topo de linha All4 com tração integral, hoje este é o valor do Countryman de entrada, equipado com o novo 1.5 turbo de três cilindros. O motor rende 136 cv de potência e um torque de 22,4 kgfm livres desde 1.400 giros. Vem associado ao câmbio automático Steptronic de seis marchas, conjunto que garante bons números — aceleração de 0-100 km/h em 9,6 segundos e máxima de 200 km/h.

Crossover tem cintura mais alta e carroceria mais musculosa; porta-malas saltou para 450 litros
Divulgação/Mini

O plano da montadora é concentrar as vendas neste modelo, cujo preço sugerido é de R$ 144.950. Contudo, por tradição, a maioria dos clientes brasileiros costuma pedir pelas versões S, de desempenho mais apimentado. Neste caso, o SUV troca a mecânica: entra o 2.0 turbo e a sofisticada transmissão Steptronic de oito velocidades. São até 192 cv de potência e um ótimo torque de 28,5 kgfm despejado por inteiro a 1.350 rotações. O 0-100 km baixa para 7,2 segundos, e a velocidade máxima sobe a 222 km/h.

Na cabine, chamam a atenção os novos equipamentos, mais avançados que os da geração anterior. O Countryman básico já vem de série com itens como ar-condicionado de duas zonas, faróis full LED adaptativos com iluminação diurna, chave presencial com partida do motor por botão e bancos dianteiros elétricos com apoio lombar e duas memórias. Evidentemente, há o trivial em um carro de luxo, como central multimídia, trio elétrico, controles de estabilidade e de tração, e freio de estacionamento eletrônico.

Vale registrar, porém, que existe um abismo entre a versão de entrada e as demais. O SUV perde vários itens de alto valor agregado, como o Head-Up Display (uma lâmina à frente do volante que projeta velocímetro e outros dados, para o motorista manter o foco na via) e a central multimídia com uma generosa tela touch de 8,8 polegadas — no modelo básico o visor tem 6,5 polegadas e não é sensível ao toque. Forração em couro, câmera de ré e teto solar panorâmico são opcionais. E temos as diferentes mecânicas.

Painel mantém estilo clássico dos modelos da Mini, mas está bem mais chique que antes
Divulgação/Mini

Ao volante

Quem conheceu a geração anterior do Countryman certamente notará que o crossover está maior e mais largo. O estilo mantém os traços característicos da Mini, mas foi modernizado, especialmente na dianteira, com os faróis que trazem anéis de LED. A largura é realçada pela linha de cintura mais alta e pronunciada, que confere musculatura. Por dentro, o espaço é nitidamente maior, e o padrão de acabamento foi refinado com materiais de melhor aparência — alguns macios ao toque. Há muitos detalhes e molduras.

A partida agora é feita por um botão vermelho no console central, no teclado com pinos cromados inspirados nas cabines dos aviões. A chave é presencial e não precisa ser acoplada ao painel, como na primeira geração. Outra mudança é o velocímetro, que foi deslocado para trás do volante, ao lado do conta-giros. Antes, o mostrador seguida o padrão clássico do hatch inglês, posicionado no meio do painel, com a tela multimídia no meio. Agora, a seção traz a tela e um anel colorido de LED, com várias opções de cores.

Neste primeiro contato, aceleramos as versões de base (Cooper) e de topo (All4). São duas opções bem distintas do mesmo modelo. Com o motor 2.0 turbo, o Countryman oferece diferentes modos de condução (mini Driving Modes). O sistema faz ajustes no câmbio, na direção e na suspensão para o SUV ficar mais econômico, confortável ou esportivo. Já no modelo 1.5 turbo, não há este recurso e a calibração dos conjuntos de suspensão é, digamos, mais macio — não tem a pegada “Go Kart Feeling”, que a marca tanto valoriza.

Por sinal, o novo Countryman é mesmo focado no conforto. As acelerações com o novo 1.5 turbo são agradáveis, mais não empolgam. Mesmo a opção S 2.0 turbo é mais “branda” que no Cooper hatch. Ponto alto é o câmbio de oito marchas, que faz trocas extremamente rápidas e precisas. Se não oferece toda a esportividade que se espera de um Mini, tem-se a bordo do utilitário ótimo espaço, conforto acústico, muita tecnologia e uma carroceria avantajada e cheia de estilo. Ingredientes sob medida para casais jovens e endinheirados.

Mini Cooper Countryman 1.5 turbo AT6 — R$ 144.950
Mini Cooper Countryman S 2.0 turbo AT8 — R$ 164.950
Mini Cooper Countryman S All4 2.0 turbo AT8 — R$ 189.950

Versão de entrada com o novo motor 1.5 turbo de três cilindros é a grande aposta da Mini
Divulgação/Mini

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